Católico, Meus Textos, MSM Brasil

Meditando o Evangelho do 21º Domingo do Tempo Comum

Evangelho (Mt 16,13-20)

Jesus nos pergunta: “E vós, quem dizeis que eu sou?” 

Esta pergunta talvez não requer de nós uma resposta imediata, mas talvez requer de nós um voltar a nós mesmos e procurarmos conhecer Jesus Cristo no silêncio de nosso coração humano, por sinal, além de limitado bastante tumultuado pelo grande ruído do mundo.

Antes de responder, talvez nos seja interessante em retirar-nos de cena por um período suficiente para aquietar a nossa alma e o nosso coração e, então, buscar a resposta por meio da oração filial, da diligente leitura orante das Sagradas Escrituras e do estudo consciente e humilde da Fé Católica, Mãe e Mestra da Verdade.

É muito difícil conhecer Jesus em toda a sua extensão, mas o Espírito Santo nos mostra quem Ele É, nos dá não somente a conhecê-Lo, mas de amá-Lo e admirá-Lo de forma muito verdadeira.

Jesus nos fala ao nosso coração batizado em seu amor deste a nossa infância, quando Ele nos quis para Si e desde então esteve conosco todos os dias, em todos os momentos de nossa vida, a qual às vezes julgamos ser uma vida pequena e muitas vezes a temos por uma vida infeliz, justamente por não acompanhar Aquele que caminha conosco, que nos quer, que nos deseja, que nos ama e nos faz amar a vida para além das tristezas e para além do espaço e do tempo, para além de nossas inconstâncias e para além de nossas infelizes infidelidades a Deus e ao próximo. Ele está conosco e Sua força também está conosco.

Sabendo disso, sim, Jesus está aqui e agora comigo, Dele recebi a Sua força para que eu fosse forte na fé e resistente mesmo nas adversidades. Que intuição é essa que mesmo longe do Caminho do Senhor ainda conseguimos confiar Nele e Nele esperar um novo alento, uma nova inspiração e a salvação eterna?

Pedir-Lhe perdão é uma ótima forma de sentir o Senhor sorrir para nós, de restaurar-nos como fomos por Ele sonhados, desde a criação do mundo, desde a salvação que Ele nos deu por meio de sua dolorosa Cruz e fez novas todas as coisas… ali também Ele concebia nós e nossa vida de uma forma única e verdadeira.

Abandonar-se silenciosamente no Amor de Jesus, de forma discreta, quase secreta e Nele esperar até que O sintamos, O respiramos e Nele nos inspirarmos e sentirmos tão grande e inexplicável amor.

Retirar-nos silenciosamente com o Senhor, com as orações e os afagos de Maria Santíssima, nossa Mãe comum pela graça de Deus. Estar em Deus, esperar em Deus, sentir o amor infinito do Senhor, deixar que o Espírito Santo nos ilumine, pela nossa vontade de conhecer o Cristo, esperando o tempo de Deus.

Em meios a orações e esperas, em meio ao Sumo Bem e à Divina Misericórdia, conheceremos a Sagrada Face de Nosso Senhor e então poderemos ouvir a Sua pergunta: “E você, quem dizes quem eu sou?” – e respondê-la agradecidos e cheios de um inexplicável amor: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo, o Nosso Senhor, o Nosso Salvador, Aquele que sempre esteve conosco, o Deus que nos ama de verdade e nos deseja da mesma forma como fomos concebidos e como somos conhecidos em seu Eterno Amor!”

João Batista Passos, MSM

Católico, Meus Textos, MSM Brasil

CAP. XXI, 1 – Da Adesão dos Cavaleiros a Movimentos Diversos

Co-laborar, trabalhar junto, auxiliar com outra obra, porém, sem nos esquecermos que co-laboramos, que trabalhamos junto a determinado empreendimento como cavaleiros de Nossa Senhora.

Esta co-labor-ação a movimentos diversos não sugere uma imposição dos princípios de nossa ordem, mas, compreendamos isso, sempre nos é impossível nos dissociar o quem somos de onde estamos ou com quem tratamos do nosso ser cavaleiro.

Lembramos aqui que a nossa caminhada na Ordem dos Cavaleiros de Santa Maria nunca resulta em “estar cavaleiro”, “estar” na Ordem, mas ser, de forma sempre translúcida e natural o nosso ser cavaleiro de Nossa Senhora.

Ser cavaleiro de Nossa Senhora é sempre uma vocação. Esta vocação que nos inspira na lida diária em favor da consolidação do Reino de Deus no mundo, em altura, em largura, em profundidade e nos inspira a laborar pelo bem da justiça e também pela misericórdia, da qual a Nossa Doce Suserana é Mãe. Mãe de Misericórdia.

Ser cavaleiro de Nossa Senhora também nos encoraja em lutarmos contra nós mesmos. Tais lutas e íntimos martírios pessoais é o que nos forjam ou está a nos forjar como cavaleiros da Santa Mãe de Deus aqui na terra, neste vale de lágrimas. Quantas derrotas enfrentamos no mundo, quantas derrotas enfrentamos com a gente mesmo.

É pela oração íntima que nos elevamos a Deus, é pela meditação consciente dos Mistérios do Santo Rosário e é pela via da vida sacramental que aprendemos a servir à Nossa Senhora, como humildes, porém, verdadeiros cavaleiros seus, a tempo e a contra-tempo, em todo lugar e situação que nos encontrarmos, sem arrogância ou prepotência, mas com humildade e fervor, com verdade e caridade.

Lembramo-nos, então, destes princípios:

  1. “É-se cavaleiro de Nossa Senhora, antes de tudo, em tudo, sempre e em todo o lado”

2. “É primeiro sempre no seio da Ordem que se é cavaleiro.”


Por João Batista Passos, MSM

Católico, Família, Meus Textos

Transmissão da Fé Católica pela Tradição Familiar

Muitas e muitas vezes ouvimos sérias críticas de pessoas que se sentem envolvidas pela Fé por ‘simples’ Tradição Familiar. Ao contrário do que se pensa, a transmissão da Fé Católica pelo que dizem ‘simples’ Tradição Familiar é a forma, depois da Liturgia dos Sacramentos, mais própria de transmissão da Fé no Evangelho de Cristo e na continuidade da Missão Trinitária de salvação que existe.

Há um propósito em desfazer da Tradição Familiar como elemento transmissor da Fé (o Fidei Depositum confiado às Famílias), que é justamente o de desconstruir os valores antigos de nossas Famílias, desfazer a forma e conteúdo como os nossos antepassados acreditavam, e a partir disso, impor uma nova ‘teologia’, uma nova ‘fé’, um novo status para os que creem, geralmente, muito diferente e divergente do que nossos avós ensinaram aos nossos pais e muito diferente do que os nossos pais tentaram nos transmitir.

Nascemos não somente em um período de rápidas transformações, mas em uma época de grandes perdas, sobretudo de valores constitutivos do ser humano em suas mais variadas dimensões. Enquanto indivíduo, enquanto um ser social, enquanto imagem e semelhança de Deus, enquanto homens e mulheres naturais salvos pela graça divina.

Importante valer-nos que se não corrermos aos nossos avós, aos nossos anciãos e anciãs e dele aprendermos como sermos verdadeiramente Católicos, estaremos condenando a nós mesmos e as futuras gerações a um desastre existencial, perdido no tempo e no espaço.

Outro ponto fundamental é a pergunta de como devemos ser Católicos?

A resposta é: devemos nos ater a aprender a sermos católicos com as pessoas mais antigas, assimilar a suas orações, devoções e piedades. Isso nos será um porto seguro para nós e para a nossa Fé, que coube a nós, pela graça de Deus recebê-la e transmiti-la, de forma zelosa e muito bem cuidada… aprendamos com os nossos anciãos e anciãs se quisermos salvar a nossa Fé e a Fé de nossos descendentes.

Não se esqueça, a transmissão da Fé pela Tradição Familiar é um modo ordinário de transmissão da revelação dada por Jesus Cristo à sua Igreja e confiada às Família zeladoras, guardiãs e promotoras da Fé, da Esperança e da Caridade do Evangelho do Senhor.

Observação: Quando falamos aqui na Tradição Familiar, não queremos falar apenas de costumes e tradições particulares de cada Família, mas estamos ousando alinhar a continuação da Tradição Apostólica (Traditio) da Igreja com a Tradição Familiar (com a letra T maiúscula), ou seja, as Famílias fundadas no Sacramento do Matrimônio, assumem diante de Deus e da Igreja tal responsabilidade de guardar a Fé e a transmiti-la para si e para as futuras gerações e por isso, absolutamente ninguém cabe criticar a transmissão da Fé da Igreja por Tradição Familiar.

Por João Batista Passos, MSM

Meus Textos

Comunhão com a Igreja de Cristo

A compreensão do que é ser parte integrante da Igreja de Cristo é algo que muitas vezes foge ou se vai ao longe de nossa compreensão, por isso muitas vezes, principalmente quando estamos com corações frios e esquecidos da proximidade que Deus tem conosco, parece ficar impossível de se compreender ser membro do Corpo de Cristo, sua Igreja.

O fato da Igreja  ser Santa e Católica é justamente isso, não há diversos “Cristos” ou diversos “corpos” de Cristo, mas há apenas um, único e irremediavelmente universal,  unido no Céu e na terra (“toda família no céu e na terra” Ef 3, 15). Por isso não haverá salvação para aqueles que não comungam com este Corpo, não estejam nele inseridos ou de certa forma enxertados.

Dizem ser polêmica a afirmação que fora da Igreja Católica não há salvação, mas basta compreendermos que de fato não haverá salvação para aqueles que pela Graça Divina não estejam inseridos no único Corpo de Cristo, a Igreja. A beleza da fé Católica é justamente se prontificar e se afirmar responsável pelo cumprir visível desta responsabilidade que lhe foi confiada e sob promessa confirmada até o fim dos tempos, mesmo que houvesse os piores inimigos contra ela e que pudessem vencer algumas batalhas, a Igreja nasceu sofredora, mas com a promessa da gloriosa vitória final.

Seria muito bom compreendermos a palavra comunhão, para que nos disponibilizássemos a nos entregar totalmente a Jesus Cristo Salvador de nossas vidas, através do canal visível que nos foi deixado por herança, a Igreja e tudo o que nela contem, que é indefectivelmente Santo e Sagrado.

Ao nos voltarmos um pouco para o sentido do que seria comungar verdadeiramente do Corpo de Cristo, ou seja, comungar e experimentar do próprio Cristo em sua Igreja, veremos que é obviamente claro que a Igreja é objetivamente Santa, porque não se pode comungar com Cristo se o pecado ainda permanece em nós. Comungamos com Cristo na medida em que abandonamos os nossos erros e desvios, erros e desvios que nos afastam da intenção do sentido de nossa criação, que não nos permitem nos transformar na imagem e semelhança que temos do próprio Criador.

Por isso, sem manchas e sem defeito a Igreja atravessa os séculos e a história da humanidade, se constituindo por pessoas que se deixam beber da água da Vida Eterna, que crêem e confiam nas Palavras Divinas do Redentor. Estas pessoas, os Santos são os que descobriram o verdadeiro caminho da vida, caminhando com Cristo, tocando-O, comungando-se Dele, através dos meios que o próprio Salvador nos deixou para que pudéssemos estar com Ele, próximos Dele e confiadamente se alegram por confiarem toda a vida, alegria e sofrimento a compaixão divina, que brota do coração de Jesus Cristo, o Filho de Deus.

Comungar é deixar nossas exigências de lado e aceitarmos o que nos é designado pela Divina Vontade. Confiaríamos mais em nossos desejos ou nos desejos Daquele que nos quis e nos amou desde o primeiro dia? Isso é comungar, confiar mais em Deus do que em nós mesmos. Mas para comungar e deixar-se imergir no Sagrado Coração de Deus precisaríamos conhecer o que realmente vem de Deus e o que parte miseralvemente de nossas próprias intenções.

Seria possível conhecer a vontade de Deus para cada um de nós? Sim, claro que sim, Deus nos deixou todos os meios necessários para estarmos bem próximos Dele. Em primeiro lugar a oração confiante, as Santas Missas nas quais escutamos o próprio Cristo anunciar o seu Evangelho e se entregar a Deus por nós em seu único e perfeito Sacrifício, a leitura piedosa das Sagradas Escrituras e os caminhos que a Caridade nos impele a seguir, em serviço da dignidade do próximo. São meios simples porém eficazes e infalíveis de irmos trocando os nossos desejos pelos desígnios de Deus. Nos pautemos sempre pela humildade e simplicidade de nossos atos.

Talvez a comunhão seja mais do que abrir mão de nossos parâmetros de verdade, mas abrir-se à verdade integral. Muitos dizem que a Fé é um caminho que limita o ser humano, mas não vejo assim, a Fé não só não nos limita como nos abre a visão ampla do conhecimento da verdade que nos satisfaz verdadeiramente, é capaz de nos encaminhar as respostas para uma integração maior com a razão de nossa existência e assim vamos prestando todo o nosso assentimento aos desígnios que a própria Fé nos complementa. Isso é o caminho de uma comunhão pura e simples, o caminho da alegria e da santidade.

João Batista Passos, 22 de agosto de 2012.

Católico, Meus Textos

Maria e o Dom Eucarístico

Deus permite, por misericórdia, que cristãos não unidos perfeitamente ao sagrado mistério católico da Igreja, do qual o próprio Senhor é a Cabeça, para que tenham acesso aos elementos de salvação para que se convertam e creiam Nele totalmente.

Os protestantes se tornam cristãos pelo batismo, para que sejam capazes de se unir a Cristo por meio de sua Santa igreja, possuem acesso às Sagradas Escrituras para que lendo ou ouvindo conheçam os mistérios da Fé, muitos creem em dogmas católicos muitas vezes sem tomar conhecimento disso, e assim acontece pois Deus é Misericordioso e quer a salvação de todos.

Mas, por justiça, Deus não permite acesso aos seus maiores Dons e às nossas maiores heranças, que é a Santíssima Virgem Maria e ao inefável e adorável Mistério Eucarístico, Dom de Si mesmo para a salvação dos homens.

Isso explica porque lendo as Sagradas Escrituras não compreendam estes Dons e até insistem em negar estas duas inevitáveis vias para a salvação de nossas almas. Antes de não compreenderem, negam e acabam por ofender o que mais agrada ao coração divino, que é o seu próprio e único Filho e sua amabilíssima Mãe, que compreendeu o Mistério de Deus e O recebeu em seu ventre e pelas suas mãos O entregou ao mundo, a nós, sem fazer nenhuma distinção de pessoas.

Aos pés da Santa Cruz, Jesus fez-nos duas duas mais queridas entregas, a primeira, ofertou a Si mesmo a Deus e por cada um de nós, em um único e perfeito Sacrifício, selou de forma irrevogável a Aliança Eterna. A outra entrega foi dar-nos Maria como nossa Mãe, agraciada e bem-aventurada por todas as gerações.

Deus permite, pela sua misericórdia, que os protestantes tenham acesso a alguns de seus tesouros, mas por justiça, não permite a estes o acesso aos seus maiores tesouros, Jesus e Maria.

Deus só permite conhecer, crer e amar seus maiores Tesouros aqueles que adentram ao átrio do mistério do Corpo Místico de Cristo, que é a Igreja

Oremos por nós, para que nos tornemos fiéis aos maiores Dons que Deus nos concedeu crer e amar e oremos pelos nossos irmãos separados, para que amem e creiam no Mistério da Santa Igreja Católica e assim se alegrem imensamente e caminhem ainda mais felizes e confiantes pela Via da Salvação, que se faz por meio de Maria e do próprio Dom de Cristo, que Se nos dá no Santíssimo Sacramento do Altar.

Paz e Fé!

João B. Passos

“Filho, eis aí a sua Mãe, Mãe, eis aí o teu filho”