Católico

Frei Junípero

Frei Junípero, um dos primeiros discípulos e companheiros de São Francisco de Assis, não conseguia manter-se em silêncio quando era repreendido ou quando alguém lhe fazia uma observação desagradável. Para se corrigir desse defeito fez o propósito de, durante seis meses, não dar réplica nem mesmo às mais pesadas injúrias que eventualmente lhe fossem feitas.

Essa luta contra si mesmo custou-lhe grandes sacrifícios. Certa vez, ao ser insultado de forma brutal, fez um tal esforço para se conter que sentiu subir-lhe aos lábios uma golfada de sangue que vinha do seu peito. Nesse dia, muito aflito, o bom frade entrou numa igreja, prostrou-se diante de um crucifixo e exclamou:

– Vede, meu Senhor, o que suporto por amor a Vós!

Então, cheio de temor e encanto, viu o divino Crucificado despregar do madeiro a mão direita e colocá-la sobre a chaga aberta pela lança do centurião, enquanto que lhe dizia:

– E Eu, o que suporto por amor a ti? Profundamente emocionado, Junípero era outro homem ao levantar-se. Ele, que antes não conseguia aturar sem sofrimento qualquer pequena injúria, passou a receber com alegria as mais graves ofensas, como se fossem pedras preciosas para ornar a sua alma.

Católico, Meus Textos

Maria e o Dom Eucarístico

Deus permite, por misericórdia, que cristãos não unidos perfeitamente ao sagrado mistério católico da Igreja, do qual o próprio Senhor é a Cabeça, para que tenham acesso aos elementos de salvação para que se convertam e creiam Nele totalmente.

Os protestantes se tornam cristãos pelo batismo, para que sejam capazes de se unir a Cristo por meio de sua Santa igreja, possuem acesso às Sagradas Escrituras para que lendo ou ouvindo conheçam os mistérios da Fé, muitos creem em dogmas católicos muitas vezes sem tomar conhecimento disso, e assim acontece pois Deus é Misericordioso e quer a salvação de todos.

Mas, por justiça, Deus não permite acesso aos seus maiores Dons e às nossas maiores heranças, que é a Santíssima Virgem Maria e ao inefável e adorável Mistério Eucarístico, Dom de Si mesmo para a salvação dos homens.

Isso explica porque lendo as Sagradas Escrituras não compreendam estes Dons e até insistem em negar estas duas inevitáveis vias para a salvação de nossas almas. Antes de não compreenderem, negam e acabam por ofender o que mais agrada ao coração divino, que é o seu próprio e único Filho e sua amabilíssima Mãe, que compreendeu o Mistério de Deus e O recebeu em seu ventre e pelas suas mãos O entregou ao mundo, a nós, sem fazer nenhuma distinção de pessoas.

Aos pés da Santa Cruz, Jesus fez-nos duas duas mais queridas entregas, a primeira, ofertou a Si mesmo a Deus e por cada um de nós, em um único e perfeito Sacrifício, selou de forma irrevogável a Aliança Eterna. A outra entrega foi dar-nos Maria como nossa Mãe, agraciada e bem-aventurada por todas as gerações.

Deus permite, pela sua misericórdia, que os protestantes tenham acesso a alguns de seus tesouros, mas por justiça, não permite a estes o acesso aos seus maiores tesouros, Jesus e Maria.

Deus só permite conhecer, crer e amar seus maiores Tesouros aqueles que adentram ao átrio do mistério do Corpo Místico de Cristo, que é a Igreja

Oremos por nós, para que nos tornemos fiéis aos maiores Dons que Deus nos concedeu crer e amar e oremos pelos nossos irmãos separados, para que amem e creiam no Mistério da Santa Igreja Católica e assim se alegrem imensamente e caminhem ainda mais felizes e confiantes pela Via da Salvação, que se faz por meio de Maria e do próprio Dom de Cristo, que Se nos dá no Santíssimo Sacramento do Altar.

Paz e Fé!

João B. Passos

“Filho, eis aí a sua Mãe, Mãe, eis aí o teu filho”